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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vivendo...

E para me inteirar da vida... vivo.
Vivo o cantar dos pássaros lá fora.
Vivo a noite chegando... e o dia se esvaindo.
Vivo o agora.

Para saber o sabor, saboreio.
Saboreio o vento na pele.
Saboreio a brisa que chega e o calor que se vai.
Saboreio de leve.

Para sentir o cheiro, respiro.
Respiro o ar impregnado de verde.
Respiro o hálito das plantas, dos bichos.
Respiro a música que nasce da sede...
Sede de viver.

Para perceber Deus, paro.
Calo a voz da alma inquieta.
Acalmo o vibrar latente dos nervos.
Recebo a umidade que sobe da terra molhada.
Olho para o momento, não para o relógio.
Abro portas e janelas e deixo o dia sair...
E deixo a noite entrar... calma e serena.
E deixo Ele me tocar.
E ouço Seu falar.
E a vida com sabor de cheiro cria um diálogo perceptível: eu e Deus.
(Gi - eu)

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