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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Meu Deus, está doendo…


Hoje, 
ao digitar esse texto, com o sol batendo em minha janela, estava meio pensativa e não consegui ver razão em suas palavras.

Mas, ontem, enquanto o escrevia loucamente no papel, tentando não perder nada do que acontecia dentro de mim, ele fazia todo o sentido...
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Meu Deus, está doendo…
Está doendo muito. Tanto, que gostaria de evaporar, sumir e não me achar nunca mais.
Se eu sentia saudades de mim, agora não me quero mais.
Não quero ser eu.
A vergonha está me matando.
Não poder dar passos para trás está me impedindo de ir para frente.
Estou atônita e catatônica.
A cabeça, que antes não parava de pensar, agora está morta, chumbada pelo peso.
A vontade de não ter nascido, o desespero, a raiva e o ódio me consomem.
Tenho ódio de mim. Do que me tornei, do que fiz, dos caminhos que trilhei.
Quero que acabe logo.
Não aguento mais ver o sol nascer e ter que me enfrentar por mais um dia, e outro, e outro…
Por favor, Deus, faça alguma coisa.
O Senhor é o Deus que pode tudo.
Quem me fez e quem pode acabar comigo.
Eu não quero respirar porque está difícil.
Essas lágrimas malditas não me deixam.
A consciência me maltrata sem trégua.
Está doendo demais.
Não quero ser eu.
Não quero ser ninguém.
Se eu buscava um sentido na vida, agora não quero sentido nenhum.
Não quero nada.
Nem sei se quero sumir.
Só não quero.
Quero que a vida suma e nada seja.
Não quero pensar, decidir, analisar.
Não posso.
Não consigo.
Meu Deus, que tipo de pessoa sou eu?
Qual o meu propósito?
Qual o meu papel?
Deixe esse papel em branco, por favor.
Eu quero o vazio, o oco, o nada.
Senhor, pare o relógio, por favor.
Não deixe amanhecer…

Gisleia

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