Não fosse pela certeza de que Deus se importa comigo...
fecharia todos os círculos
e minguaria na
minha insignificância.
Se debaixo do Céu tudo é vaidade,
de que vale uma alma
ausente de virtudes,
valores e doações?
De que vale uma alma enterrada em paredes,
lágrimas e
lamentações?
As horas e os afazeres não passam de uma dupla rebelde
que me
forçam a abrir as pálpebras.
E eu, apesar de me render,
mantenho com firmeza meu
olhar cerrado.
A música sussurra a voz de Deus
como se chamasse para a cena
final.
E sinto que meu Único expectador,
Aquele que me criou e me assiste,
fulmina com suas pupilas essa alma
fajuta
que apesar de inquieta, mantém-se totalmente inerte.
Palavras já não têm sentido,
a não ser o horizontal na
folha.
E mesmo esse,
de nada serve,
senão para preencher a dupla dinâmica:
as
horas e os afazeres.
Vou dormir.
Tchau,
casal inconveniente,
que só serve para perpetuar meu
sonambulismo.

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