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domingo, 31 de janeiro de 2010

CONFUSÃO: O QUE SINTO É O QUE SOU??

(Por: Gisleia Menezes de Sousa)

O mundo... este que faz parte de mim, não é o meu.
É a sátira do escritor.

O mundo que sonho é ilusão, é o verso do infinito...
é o que sinto!

Não sei dizer o que sinto
porque o que sinto é estranho.

É a fábula do vazio.

O mundo que sonho... é um sonho!

É buraco sem fundo ?
Não.
é um reino sem rei
um mar sem sereia
um corpo na areia
um país sem lei.

A vida que faço é eterna.
Não há um povo extinto ?
Uma alma sem rumo ?
Um fracasso com festa ?

Meu mundo é pecado ?

Meu ser anseia o indecifrável,
um acordo amigável.

O que dizer sobre o que se passa na face distinta do ser ?
Ser perfeito ?
Um ser feito ?

Não sei dizer o que sinto, por que o que sinto é sobrenatural,
um paraíso real,
um por acaso previsível,
uma piada engraçada,
uma lógica viável,
um pesadelo sensato.

A humanidade resiste...

Resistir... está aí uma palavra fiel.
Resistir ao que sinto...
ao que quero...
ao que penso...

Esta é a ordem.

Resistir à ordem.

Saberei viver sim mim ?
Sem a essência que habita o mais profundo do ser ?
Viver sem amor ?

Ah !... e o que é o amor ?
Será o que sinto ?
Ser feliz infeliz...

É sina ?
É cômodo ?
É útil ?

Inútil indagar. Para quê ?
A pressão do vento massacra e destrói o senso...
Senso de humor ?...
Bom senso ?...
O que é bom senso ?
Será loucura ?

Vagueia por sobre as ondas do passado a lágrima do futuro.
Vagueia meu pensamento por sobre minha história...
comum e completamente diferente.

Espere.
Existe alguém além de mim.
Você ?...
Será que você existe ?
Se existe... o que pensa ?...
Ou não pensa ?...

Ah !... estou cansada..., exausta... e triste.

Se há você, por que não pega na minha mão e me diz o que sinto ?
Se há você, por que não somos NÓS ?...
Nós poderemos descobrir, juntos, o que é o amor.

Novamente o amor... palavra tão vaga e tão forte.
Palavra de vários sentidos.

E novamente estou confusa...

Penso que a ternura é natural.
Como se o homem, ser tão concreto... fosse abstrato.

Assim sou.... subjetiva.

O óbvio é obscuro.

Permaneço nesse estado de transe, sem saber o que sinto... ou ... se mesmo sinto... como o ser humano, que não sabe o que é ser verdadeiramente humano...

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