(Por Gisleia Menezes de Sousa)
Voa alto mente insana,
busca o sol que te ilumina
cega, sem rumo, pra cima
e tente agarrar sua ama.
Durma bem, sob os raios do dia,
porque a noite escurece o drama,
chora,... e enxuga as lágrimas,
sinta a dor,
que o coração não se engana.
Faça seu ninho na árvore,
perto da natureza, do mato,
corte o pulso, suado
vá direto ao cárcere,
não faça rodeios e devaneios,
não fuja da chuva e dos raios,
não se cubra de asseio,
não se humilhe em meio seio,
senão eu morro, eu caio.
Vá, mente insana...
ache sua cabana,
vá de encontro à roldana
que te encaixa.
te estenda na grama,
te molhe de orvalho amanhecido...
role nesse chão batido,
procure um buraco, uma caixa,
se esconda da vida e da vergonha
pois a cor da consciência em ti não paira,
em ti nada se acha,
por ti nada se ganha.
Mente sem Deus: mente insana...
Se assuma...
Suma...
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