(Por: Gisleia Menezes de Sousa)
A distância entre os homens..., aumenta.
E, junto com ela..., a tormenta.
Dentro do meu peito a saudade fermenta.
Meus olhos ardem como pimenta.
Meu pensamento é massa cinzenta.
Faço parte de um grupo feminino,
que nasceu com um único destino:
fazer do mundo, pequeno e franzino,
um lugar seguro, maior que um menino,
sem medo de escuro, sem ser assassino...
A luta que enfrento é grande.
Maior que o temporal imaginado.
É mais triste que o esperado.
Desfaz caminhos, antes, de um mundo sonhado...
A dor é feroz e magoa.
Me faz sentar na proa...
ficar olhando a garoa...
e ver ao longe a lagoa...
serena, calma..., e uma canoa...
vagando na alma... voa...
Meus olhos se fecham em busca de um consolo tardio...
Meus lábios retraem o riso... amarelo, vazio...
Nariz empinado, retorcido.
Filme real... fingido.
Árvore sem folha... castigo.
Gesto latente... bramido.
1 metro quadrado de chão...
1 pedaço de pão...
1 lençol e 1 colchão...
talvez 1 pequeno facão...
1 livro, pra estudar a lição...
1 vela na mão...
1 só coração...
e toda resposta é: não...
Será essa a essência... da Divina criação?
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