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domingo, 31 de janeiro de 2010

Pecador... confesso.

(Por: Gisleia Menezes de Sousa)

Soberano, quando ajoelho, fecho meus olhos e procuro ver sua face, sinto gemer em mim um coração quebrado, machucado e arrependido.
Um coração carente, choroso, contundido.

Senhor, sinto gemer em mim um conjunto de fibras, pele e sangue,
que suplicam uma misericórdia maior do que a minha consciência possa imaginar..., gigante.

Meu Deus, quando levanto minhas mãos para o infinito e abro meus lábios para entoar um cântico sussurrado,
sinto meus ombros gemerem por clemência, implorando alívio do pesado fardo de pecados.

Meu pai, quão grande é a minha dor, quando procuro em mim palavras de oração,
para gritar bem alto, um grito alucinado, em busca do seu perdão.

Ó meu rei, jorra em meu ser uma correnteza de ansiedade,
sinto ferver nas veias o resultado de tanta maldade,
vindas de mão perversas, minhas, covardes.

Sim, Criador, meu corpo derrubado, dormente,
sabe que não há socorro nessa vida de homens..., dementes.

Meus olhos enxergam algo mais,
no espelho que reflete meu semblante caído,
esculpido por Ti, mas deformado pelos ais.

Ó Jeová, quando abro Seu precioso livro, em busca de uma palavra de conforto,
as lágrimas que descem pela face cegam-me a vista, e, da escrita, não vejo o contorno.

Minha mente atordoada, desesperada, joga-me ao chão como um animal ferido,
e uma voz escarrada me faz calar, com palavras sem nexo, como um zumbido.

Meu mundo, então se faz nojento,
sinto náuseas, atropelo pensamentos,
o horror me domina...
Nada mais me fascina,
quanto estar em um buraco, coberta de cimento.

Ó Jesus, confesso ser uma cansada pecadora, envolvida na teia desse mundo,
sem pessoas, amigos de verdade,
estou coberta de vaidades, em um poço profundo.

Cristo Redentor...
Confesso...
Confesso...

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