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terça-feira, 10 de maio de 2011

Uma educação de tirar o fôlego!

Pessoas,

Eu estou arrasada!

Agorinha mesmo, descansando aqui neste quarto de hotel depois de um dia extremamente cansativo, deixei a televisão ligada e, para meu desalento, o Jornal Nacional apresentou uma reportagem acerca da qualidade do ensino oferecido no Brasil.

Tudo bem, nenhuma novidade, no geral.

Contudo, desta vez algo mais profundo me atingiu, ouvindo crianças afirmando que “gostariam de ler um livro de estorinha”, mas que não aprenderam (e continuam não aprendendo), no banco escolar, o mínimo necessário para realizar o feito.

Tudo bem, meu português também não é lá essas coisas, principalmente quando falo ou quando escrevo sem prestar muita atenção. Mas alunos do quinto ano que não conseguem ler e, se lêem, não entendem o que leram!!!

Crianças de 13 anos ou mais que não interagem com a dinâmica da vida!...

A reportagem caiu fundo e... puxa! Não consegui conter a emoção!

É mmmuuuiiittto Triste. ..

É doloroso!

É sofrível!

As pessoas só conseguem tirar proveito da internet, da televisão, do cinema, dos jornais, revistas, outdoors, placas, etc,... se conseguirem ler, entender, pensar e refletir.

É lamentável ver alguém que não goza do prazer que uma boa história (ou estória) pode oferecer, não solta uma gargalha com um bom gibi, não...

E o descaso?!

A conclusão simplista e mais que repetitiva de que todos somos responsáveis e de que a política escolar redunda nisso... por favor, ME POUPE!

Independentemente de qualquer situação, sempre iremos encontrar diretores e professores compromissados com a própria função e com a parte que lhes cabe, fazendo do horário escolar um tempo gostoso e produtivo, ainda que seja com giz de tijolo e papel rascunho.

Qualquer profissional da educação que justifique sua incompetência pelas condições que recebe para exercer sua função cai na mediocridade de passar pela vida de crianças inocentes inculcando a tristeza, a desesperança, a falta de criatividade e a falta de compromisso com a sociedade.

Há muito tempo atrás (e bota tempo nisso...), cumprindo um estágio do curso de Magistério (antigo segundo grau técnico) em uma sala do primeiro ano primário, tive o desprazer de assistir, in loco, uma professora entrar na sala de aula, atrasada, e agredir todos os seus alunos com frases terríveis, jogando nos ombros daquelas pequenas crianças todo o seu ódio por ser professora, argüindo que a profissão não lhe dava o respeito e o retorno financeiro desejado e, ainda, afirmando àquelas estupefatas crianças que os pais delas não deveriam lhe exigir qualquer dedicação e que todas elas não passavam de “pestinhas” irritantes e indesejáveis.

Na época fiquei estarrecida, pois era difícil acreditar na cena que tinha presenciado.

Agora, tanto tempo depois, percebo que muitos daqueles que se envolvem com a educação (com belíssimas exceções, lógico) talvez o façam por não “sonharem” algo específico para si mesmo, deixando-se levar pela “pouca concorrência” que o vestibular para os cursos superiores relacionados ao magistério oferece.

Faço questão de registrar que não desmereço, ao contrário, admiro muito os profissionais que, apesar de toda a dificuldade e desinteresse do Estado, cursam estes mesmos cursos e se realizam no exercício da função.

O que a reportagem mostrou é nojento!

Onde está o sentimento humano que deveria orientar as atitudes desses profissionais?

Onde está o senso de “obrigação” que deveria nortear a vida dessas pessoas em “SOCIEDADE”?

Meu Deus! Até recados colocados nos murais, pelos próprios professores, com erros terríveis..., crassos. Custava tirar um tempinho para consultar um dicionário antes de pregar o “bendito”recado na parede?

Esse descaso me dói no peito.

Puxa... eu adoro ler e escrever...

Agradeço a alguns professores que foram imprescindíveis para que este meu gosto se desenvolvesse e plantasse raiz na minha vida.

Agradeço a minha mãe que encravou em mim o desejo e o sonho de conseguir entender a vida, de buscar informações, de me inteirar de tudo.

E isso, sem falar da reportagem que mostrou a atitude "criminosa" de alguns em relação à merenda escolar...

Bem, é melhor eu parar por aqui, antes que eu apresente minha opinião mais sincera (e detalhada) e acabe me arrependendo.

Que Deus nos oriente e nos dê forças para caminhar com ética, moral, honestidade e sinceridade na vida, incluindo a sinceridade com nós mesmos.

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