Olá amigos,
Parece que meu registro anterior não ficou muito claro, pois recebi respostas de solidariedade de alguns e de espanto de outros.
Minha filha, particularmente, me chamou a atenção com a seguinte observação:
“mãe. se quiser colocar, vc pode acrescentar que eu tenho amigos gays e que pela minha educação eu não me deixo influenciar, e que respeito a opção deles. ( Eu falo isso pelo seu texto parecer que você tem HORROR, no sentido de nojo, dos gays, sendo que também tem uma amiga homossexual, entende? É só pra evitar problemas, eu acho).”
Realmente, em nenhum momento pretendi dar essa impressão.
Ao contrário, exatamente por respeitar, inclusive convivendo e cultivando amigos independentemente de suas religiões e opções sexuais, fiz questão de deixar registrado que o inverso também deveria ser verdadeiro, ou seja, aqueles que não compartilham das minhas convicções pessoais deveriam respeitar e com-viver com elas, e não simplesmente tentar abortá-las por direito.
Óbvio que neste caso específico não estou falando como um recado aos meus amigos, pois estes, pela própria lógica, possuem afinidade com minha opinião.
Então qual foi a intenção?
Simples:
divulgar, por meio da internet (spam ou mala direta, como queiram), que tenho conhecimento de meus direitos como cidadã e que aqueles que tentam interferir em minha liberdade constitucional estão equivocados.
Meu registro é uma resposta direta a pessoas como Rick Martin, que nas páginas amarelas da Veja disse que se fosse perguntado pelo seu filho sobre a diferença de seus “pais” com os pais de alguns amiguinhos, responderia algo como “coitado deles”, e a Jean Willis, que pretende definir a própria religião como expressão de homofobia.
Ora, ora.
Essas pessoas não tiveram (ou tem) pai e mãe? Não convivem com heteros? Não se locomovem na vida social, independentemente das pessoas que formam a sociedade?
Nunca pensei em um homossexual como alguém que pudesse interferir negativamente na minha vida, pois sempre olhei a pessoa como pessoa, pouco importando sua vida íntima.
No entanto, alguns incautos resolveram que eu (nós), por ser hetero e ter uma religião que respalda minha convicção, sou um entrave em seus caminhos ou, pior, sou uma pessoa inadequada, sem graça e “careta”?
Qual é?
Sei que tenho a simpatia de meus amigos homossexuais (ou bi), esclarecidos, pessoas de bem, cidadãos e seres humanos, não por serem meus amigos, mas porque também não conseguem entender algumas das reivindicações que estão na pauta do dia, pois a liberdade constitucional é, exatamente, o que permite que cada um de nós possa resolver sua vida privada da forma que lhe convier, respeitado o espaço do outro.
Portanto, meu recado não é direto para cada um de vocês, mas simplesmente um registro que resolvi fazer e divulgar na rede mundial de computadores para que o máximo de pessoas possível possa receber, ler e refletir sobre isso como uma questão social.
Espero não ter criado nenhum inconveniente, mal-estar ou mal-entendido.
Ao final, deixo a resposta que recebi da minha amiga Lucy, curta e simples, mas que “fecha” bem o meu intento:
“Apoio o seu pensamento amiga”
Gisleia
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