Demonstrar sentimentos.
Tento manter os pensamentos no ritmo da caneta, mas o que tenho dentro de mim é um redemoinho sem fim e a mão não dá conta do recado.
Tenho por mim que a apatia deve ser exercida para manutenção da vida.
Entretanto, meu coração guarda amargos e ferozes ataques de sensações querendo sair.
E novamente creio que silenciar a voz da alma é necessário.
A boca, esse buraco na cara cheia de palavras, e os olhos marejados, demonstram minha fraqueza e a derrota do meu intento.
Quero gritar.
Quero estravazar os limites do bom senso.
Quero chutar o balde e fazer, na roda da vida, um giro extratosférico que possa levar a mil meu desengano.
Quero ser eu com tudo o que carrego em meu desespero.
Quero fugir da apatia.
Quero o direito de sofrer soluçando, em vez de guardar na garganta essa bola que me engasga e me mata aos poucos (tudo bem que não tenho pressa).
Não quero me calar.
Contudo, a apatia não tem sido uma opção, mas uma imposição.
Então é o que me resta:
Um estilo de vida apático para não transgredir com a própria vida.
Gisleia
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